Archive for junho, 2010
Domingo passado o New York Times publicou um artigo interessante sobre Freeganismo – um estilo de vida emergente no qual as pessoas vivem dos detritos da sociedade, utilizando o mínimo possível de dinheiro. Se alimentam de comidas descartadas pelos restaurantes e mercados que consideram ainda comestível que recolhem dos lixeiros.
No artigo é também mencionado que os freeganos (como são conhecidos) estão atualmente se apoderando de casas abandonadas em Buffalo (Nova Iorque), e fazendo delas o seu lar, livrando-as de completo abandono. Alguns dos donos das casas terminam perdendo-as para os novos “inquilinos” depois que estes se apoderam da propriedade por um bom período de tempo e terminam ganhando poderes sobre ela. Os vizinhos e a municipalidade de Buffalo também não estão satisfeitos com o aumento dos adetos desse estilo de vida.
Os freeganos defendem a comunidade, a generosidade, o interesse social, a liberdade, e a ajuda mútua, à diferença do que, segundo eles, a atual sociedade – “baseada em materialismo, apatia moral, competição, conformismo e cobiça” . Afirmam que, após anos tentando boicotar produtos de corporações responsáveis por violações dos direitos animais, destruição ambiental e exploração humana, perceberam que não importa o que comprarmos, de algum modo apoiaremos alguma empresa ruim. O problema, para eles, é o sistema econômico em si.
Assim, fazem um boicote a esse suposto totalitarismo, em que a busca do lucro teria implicações éticas, e todos os produtos algum tipo de impacto prejudicial – dos quais jamais estaríamos cientes em muitos casos evitando comprar qualquer coisa, em todos os níveis possíveis. Como precisam comer, se vestir e morar em algum lugar, procuram os restos não consumidos de outros membros da sociedade.
O que vocês acham disso?
E brincadeiras à parte, que tragédia hein?
Minha avózinha mandou por email
Com certeza já leram por aí a bizarra e curiosa história de Pearl Carter – 72 anos, e Phil Baile – 26 anos, que causaram polêmica nos EUA (e não só) quando resolveram assumir uma relação amorosa e o desejo de terem um filho sendo que, são avó e neto.
Ela diz ter se apiaxonado pelo neto desde que o conheceu – quando tinha 46 anos. A mãe do rapaz foi deixada para adoção quando Pearl tinha apenas 18 anos. Já idosa, ela soube da morte da filha e foi atrás do neto, com quem começou essa estranha relação.
Aparentemente, o que eles estão sentindo tem um nome e mais casos reportados: Síndrome da Atração Sexual Genética – é o nome que dão ao desejo sexual que é sentido entre parentes próximos, como pais e filhos ou entre irmãos por exemplo.
Alguns factores contribuem para a síndrome como o facto de que rostos familiares e parecidos com os nossos nos parecem mais atraentes e confiáveis e, ter o mesmo tipo de interesses e personalidades também ajuda a captar nossa atenção. Na teoria - embora não comprovado e debatível - se a personalidade é transmitida geneticamente, é natural que parentes próximos sejam mais parecidos.
É uma das possíveis consequências da adopção quando os adoptados voltam a encontrar parentes biológicos (quer saibam ou não que são seus parentes) e, embora seja raro, não é tão raro assim: cerca de metade das famílias que se reencontra tem relato de um caso desses!
Quando a relação sexual é concretizada, então passa a ser incesto e é, em alguns países, punível por lei. Acontece que nem todos os casos chegam a isso, na maioria das vezes não passa de digamos, uma forte atração provocada por um sentimento obsessivo.
Se torna mais díficil acontecer quando o reencontro é ainda durante a infância da criança, já que a maioria dos irmãos ficam então protegidos pelo efeito de Westermarck – basicamente os adultos evitam escolher como parceiros sexuais indivíduos com os quais eles viveram suas infâncias.
Mais casos polêmicos:































